JANEIRO ROXO: MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A HANSENÍASE E A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

JANEIRO ROXO: MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A HANSENÍASE E A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

02/01/2025

Janeiro é o mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, uma doença que ainda carrega muitos estigmas, mas que é tratável quando diagnosticada precocemente. Embora haja debate sobre a origem da doença, sabe-se que a hanseníase existe há mais de 4.000 anos, sendo identificada em diversas partes do mundo, como Índia, China, Japão e Egito. Durante séculos, foi equivocadamente associada a outras dermatoses e tratada como “lepra”. Esse equívoco perpetuou o estigma e a discriminação contra os portadores da doença, que continua a ser um grande desafio para a saúde pública, especialmente no Brasil, que ocupa a 2ª posição mundial em número de casos novos. O Que é a Hanseníase? A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae que afeta a pele, os nervos periféricos, as vias respiratórias e os olhos. Ela pode acometer pessoas de qualquer idade ou sexo, sendo, no entanto, necessária uma longa exposição à bactéria para que a doença se manifeste. É importante destacar que apenas uma pequena parte das pessoas que entram em contato com o bacilo realmente desenvolve a doença. O que torna a hanseníase tão impactante é o comprometimento dos nervos periféricos, o que pode levar a deficiências físicas, como a perda de sensibilidade e força muscular. Essas deficiências são as principais responsáveis pelo estigma social enfrentado pelas pessoas que sofrem com a doença. Sinais e Sintomas A hanseníase pode se manifestar de diversas formas, mas os sintomas mais comuns incluem: Manchas na pele de cores variadas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) com alteração na sensibilidade. Engrossamento dos nervos periféricos, o que pode causar alterações sensitivas, motoras ou autonômicas. Perda de pelos e suor nas áreas afetadas. Sensações de formigamento ou fisgadas, especialmente nas mãos e nos pés. Diminuição da sensibilidade e força muscular, especialmente no rosto, mãos e pés. Em casos mais graves, caroços (nódulos) dolorosos na pele. Como a Hanseníase é Transmitida? A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por via aérea, quando uma pessoa com a forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo ao tossir, espirrar ou falar. A doença não é transmitida por contato físico casual, como abraços ou compartilhamento de objetos, e pessoas com poucos bacilos na pele não são consideradas fontes significativas de transmissão. O risco é maior entre aqueles com formas mais graves da doença, que possuem uma carga bacilar elevada. Diagnóstico e Tratamento O diagnóstico da hanseníase é feito por meio de exames dermatológicos e neurológicos detalhados, que buscam identificar lesões na pele ou alterações de sensibilidade. Nos casos em que há suspeita de comprometimento neural, pode ser necessário realizar exames laboratoriais adicionais, como baciloscopia, histopatologia e exames eletrofisiológicos. É fundamental que os casos de hanseníase sejam diagnosticados o mais cedo possível, pois o tratamento é eficaz e pode prevenir complicações graves. O tratamento consiste em uma combinação de antibióticos, que deve ser seguido rigorosamente até a cura. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores as chances de sequelas. Se você suspeita de hanseníase ou conhece alguém que possa estar com a doença, procure um profissional de saúde para avaliação e diagnóstico. Juntos, podemos garantir que mais pessoas tenham acesso ao tratamento e a uma vida livre dos preconceitos. Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase